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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pobre Lili Braun.

Como numa história dessas de romance o homem dos seus sonhos lhe apareceu numa festas dessas, que ela chamava de dancing. Ele era apenas mais um dentre os tantos outros, mas num relance ela percebeu que os olhos dele a observavam como um zoom e que também lhe comia como se fosse tirar uma fotografia, então ela disse X. E a cada close, ela acabou perdendo toda a pose e acabou por sorrir, feliz.
Então ele veio, e lhe ofereceu um drink, lhe elogiou. E a visão dela foi ficando nebulosa. Ele era como um galã, lhe mandou algumas vezes uma rosa e um poema. Mas num dia, ao som de um blues, ele abusou do whisky e lhe disse que o corpo dela era somente dele naquela noite, ela simplesmente fugiu envergonhada demais para dizer algo.
No outro dia, ele foi atrás dela com uns dez poemas e um buquê de rosas. Só que ela lhe disse adeus, que precisava ir embora pra uma turnê. Ele então a pediu em casamento, disse que lhe amava como esposa e não como uma estrela. Ela aceitou e ele a beijou no altar.
A partir desse dia não houve mais romance, não houve mais cinema, não houve mais drink no dancing, não houve mais nenhuma rosa e nem nenhum poema. Também não houve mais felicidade na vida da pobre Lili Braun.

p.s.: baseada na música A História de Lili Braun. :D

beeijos,
@mariimuniz

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fernando, o Pessoa




Olá! Super sumida, mas é assim que se torna sua vida depois dos 17, escola, e trabalho, mais e mais trabalho.
Falarei de uma Pessoa genial hoje, mas bem pouco e razoavelmente, porque estou morrendo de gripe e sono E é segunda.
Fernando Pessoa nasceu e morreu em Lisboa, viveu um pouco no século XIX e outro pouco no século XX. Já nasceu ousado pelo nome, e viveu tanto em tantos que quase digo que reencarnaram 72 pessoas numa só. Falarei desses mais famosos na próxima segunda.
Ele era mais que um poeta, pois vivia sua própria poesia. Ela não era sua casa, como costuma-se acontecer com todos os outros, ela era sua carne, seu sangue, sua amante. Sua fase foi o Modernismo, ou o começo do mesmo, sei lá, não me lembro mais.
Fiquem com um gostinho dele pela segunda, não consigo dizer mais nada, meu corpo implora por cama.

EU AMO TUDO O QUE FOI

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Até!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um pouco de Mário para nossa segunda

DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mario Quintana - Espelho Mágico



quarta-feira, 30 de março de 2011

eu triste sou calada
eu brava sou estúpida
eu lúcida sou chata
eu gata sou esperta
eu cega sou vidente
eu carente sou insana
eu malandra sou fresca
eu seca sou vazia
eu fria sou distante
eu quente sou oleosa
eu prosa sou tantas
eu santa sou gelada
eu salgada sou crua
eu pura sou tentada
eu sentada sou alta
eu jovem sou donzela
eu bela sou fútil
eu útil sou boa
eu à toa sou tua.
(Martha Medeiros)

beeeijo, @mariimuniz

fiveunsaidthings ©

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